Catadoras de Mangaba recebem visita técnica da Petrobras

18/05/2018, 14:13

Na última terça-feira, 15, as Catadoras de Mangaba, através das figuras da presidente e vice-presidente da Associação das Catadoras de Mangaba e Indiaroba (Ascamai), Adirani Souza e Alicia Santana,receberam a equipe técnica da Petrobras composta por Dilermando Tell Cunha, gerente de contrato, e Felippe Dala, fiscal de contrato, responsáveis por acompanhar o cumprimento das obrigações e responsabilidades da Petrobras e da Ascamai, e sua equipe, na execução do Projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe.

A visita teve como objetivo dar abertura às ações do projeto, compartilhar as experiências bem sucedidas das Catadoras de Mangaba na execução do projeto “Catadoras de Mangaba Gerando Renda e Tecendo Vida em Sergipe I e II” e da auto-organização das mulheres extrativistas no estado, por meio da Ascamai, além de discutir os compromissos firmados entre a empresa pública e a associação.

“Com esse primeiro contato presencial, queríamos conhecer a equipe executora do projeto, sua área de atuação, ter contato com o público que será atendido pelo projeto e verificar as primeiras dificuldades do projeto e o que podemos fazer, do ponto de vista de orientação, para garantir o melhor inicio possível para o desenvolvimento das ações e cumprimento do contrato”, explicou Dilermando Tell Cunha, gerente de contrato da Petrobras, no Rio de Janeiro.

“Outro aspecto importante da nossa vinda é a possibilidades de apresentar, para as comunidades que vão receber o projeto, os limites e as possibilidades dele. Além de deixar claro que as ações do projeto têm começo, meio e fim”, destacou Dilermando. 

Já na quarta-feira, 16, a visita dos técnicos estendeu-se para as comunidades de Capoã, no município de Barras dos Coqueiros, Porteiras, em Japaratuba e Carmópolis. O dia começou com uma roda de conversa em Capoã, com a presença de representantes da Associação das Catadoras de Mangaba do Município da Barra dos Coqueiros. Depois a comitiva seguiu para a comunidade de Porteiras, onde realizou visita às instalações das Catadoras de Mangaba.

E, por fim, foi realizada uma reunião no Centro Estadual de Educação Profissional Governador Marcelo Déda Chagas, com lideranças comunitárias de Carmópolis que atuam nas áreas que serão assistidas pelo projeto. “Toda essa agenda com diferentes diálogos, realizados terça e quarta-feira, apontaram para a importância que terão os diversos atores na construção desse projeto, de Catadoras de Mangaba à lideranças locais, dos técnicos da Petrobras à equipe executora do projeto”, afirmou Mirsa Barreto, coordenadora do Projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe.

Para Adirani Souza, nessa fase inicial dos trabalhos, a presença dos técnicos da Petrobras é importante para estreitar laços e relação de confiança, já que o projeto terá duração de dois anos, atuando com cerca de 400 mulheres em seis municípios.

De acordo com Mirsa Barreto, o projeto atuará por meio de processos educativos para estimular e ampliar as oportunidades de inserção profissional de 400 mulheres em 3 áreas urbanas e 9 povoados situados nos municípios de Indiaroba, Estância, Barra dos Coqueiros, Pirambu, Japaratuba e de Carmópolis, com destaque para este último município que atenderá uma demanda de 260 mulheres.  

“É muito bom saber que o Projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe vem pra fortalecer a organização de mulheres de diferentes regiões do estado de Sergipe. Vamos trabalhar para que haja troca de conhecimento entre os diferentes saberes e fazeres carregados pelas mulheres que participarão desse projeto. Pois, são mulheres artesãs, catadora de mangaba, marisqueiras e pescadoras", acredita Patrícia, membro da Associação da Catadoras de Mangaba da Barra dos Coqueiros.

Buscando Parcerias

Nessa fase inicial, a equipe da Rede Solidária de Mulheres de Sergipe atua para consolidar parcerias com instituições públicas e privadas, para trabalharem a melhoria da qualificação profissional, por meio da capacitação das 400 mulheres envolvidas no projeto.

“Essas parcerias contribuirão tanto para apoio à condição da reprodução da vida das mulheres e das suas famílias, quanto poderão ampliar as suas condições de oportunidade de trabalho a partir de uma ética sustentável”, defende Mirsa Barreto.

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