Catadoras de Mangaba incentivam trabalho de mulheres em rede solidária

07/05/2018, 14:02

Solidariedade em rede. Este é o conceito que norteará a mais nova atuação das mulheres extrativistas sergipanas, por meio da Associação das Catadoras de Mangaba e Indiaroba (Ascamai), no desenvolvimento do projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe, com patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental.

A atuação em rede compõe a essência desse projeto, uma vez que planeja o intercâmbio de conhecimentos das Catadoras de Mangaba, que construiu o caminho da auto-organização das mulheres extrativistas em grupos produtivos, dialogando e formando parcerias com diversas instituições de natureza pública, privada e terceiro setor.

De acordo com Mirsa Barreto, coordenadora do projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe, concretizar o trabalho em rede, tanto na formação quanto na produção e comercialização é uma condição básica e um princípio da construção do trabalho solidário.

“Queremos formar uma rede de atuação e articulação de ações que envolva instituições públicas, a Ascamai, e outras associações e cooperativas de produção para possibilitar a auto-organização e sustentabilidade dos grupos. Isso é fundamental para garantir que quando o projeto for encerrado, o trabalho continue com o mesmo compromisso dos atores no desenvolvimento das ações”, afirma Mirsa.

O projeto atuará por meio de processos educativos para estimular e ampliar as oportunidades de inserção profissional de 400 mulheres em 3 áreas urbanas e 9 povoados situados nos municípios de Carmópolis, Indiaroba, Estância, Barra dos Coqueiros, Pirambu, Japaratuba, todos localizados em áreas de restinga no estado de Sergipe.

Segundo Adirani Souza, presidente da Ascmai, o objetivo é promover o desenvolvimento de competências sócioprofissionais, numa perspectiva de educação para o trabalho, enfatizando a valorização dos usos tradicionais e saberes da sociobiodiversidade em áreas urbanas e da restinga sergipana.

“As Catadoras de Mangaba já realizam, por exemplo, a prática de processamento dos frutos. Essa nossa experiência possibilitará o aperfeiçoamento e o intercâmbio com as comunidades iniciantes no processo de desenvolvimento desse novo projeto e na formação da rede solidária”, acredita Adirani.

Parcerias

Nessa fase inicial, a equipe da Rede Solidária de Mulheres de Sergipe atua para consolidar parcerias com instituições públicas e privadas para trabalharem a melhoria da qualificação profissional, por meio da capacitação das 400 mulheres envolvidas no projeto.

“Essas parcerias contribuirão tanto para apoio à condição da reprodução da vida das mulheres e das suas famílias, quanto poderão ampliar as suas condições de oportunidade de trabalho a partir de uma ética sustentável”, defende Mirsa Barreto, coordenadora do projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe.

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